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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada no filme Corpse Bride, de Tim Burton - estrelando a protagonista Emily ♥

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Hishoku no Sora
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Aquele post fotográfico #4 - Arte Sacra em SP!

Saudações, jovens padawans! Espero que a semana tenha sido tranquila. A minha teve algumas emoções - enviei um artigo científico pra uma revista avaliar, e tive uma entrevista de emprego (embora um pouquinho estranha e frustrante). Também saíram os vencedores do Emotion Contest, que teve uma edição cheia de reviravoltas, mas que provavelmente vai ficar em hiato por algum tempo agora. Fora isso, continuo na boa e velha rotina de faxinar, ler fanfics e fazer alguns nadas. Contudo, comentei com vocês no post passado sobre a minha visita ao Museu de Arte Sacra de São Paulo - e é justamente sobre isso que vamos falar hoje!
Depois de algum tempo, voltamos com mais um post fotográfico - esse é literalmente o post fotográfico, com pouco texto e muitas, muitas fotos mesmo! Então desliguem o 3G e se preparem os olhos, que a viagem será longa!
Capela - Frei Galvão

O museu fica próximo da estação Tiradentes, da Linha Azul do Metrô, e no mesmo espaço fica a Capela Frei Galvão. Embora pequena, ela é suntuosa - me faz pensar muito na arquitetura barroca, tão cheia de detalhes que chega a ser informação demais.


A capela tem muitas, muitas imagens e muito dourado em todos os detalhes. É muito bem cuidada e preservada, e embora pequena, dá uma sensação de grandiosidade.


Eu fiquei muito surpresa com a arquitetura e a decoração da capela - tô muito acostumada a igrejas mais "retas" e mais limpas, e a sensação que me deu foi de uma viagem no tempo mesmo (ou ao menos de viver um flashback do ensino médio e das minhas alas de literatura).


Tem muitos outros detalhes, muitas imagens, muitas coisas que você só vai percebendo conforme circula dentro da capela - mas acabei tendo que escolher as fotos aqui porque, bem, eram muitas. Muitas mesmo. Como fica exatamente no mesmo espaço, vale a pena entrar pra ver - é muito bonito e como é uma capela, é gratuito também.
O Museu de Arte Sacra
O Museu propriamente dito é consideravelmente pequeno, se comparar com os demais museus que temos em São Paulo, mas o acervo é enorme. Ele funciona de Terça a Domingo, das 9h às 17h. A entrada é R$ 6,00, têm a opção meia-entrada e pessoas acima de 60 anos não pagam (informação útil já que, bom, parece um passeio bacana pra ir com a vovó).


Pra começar: o lugar em si é lindo. Tem um jardim grande na frente, embora nada muito elaborado, e há várias portas e janelas grandes, que garantem uma boa luminosidade - importante, já que não podemos tirar fotos com flash -, além de algumas fotos, assim, poéticas. Eu acho que devo ter divertido muitos funcionários, parando toda hora pra fotografar portas e janelas (ou convencido alguém de que era uma estudante de arquitetura, talvez?)


Em todo o prédio tem essas janelas com "banquinhos" - dá, inclusive, pra sentar e descansar um pouquinho do passeio. Algumas são fechadas porque têm algumas peças em frente, mas a grande maioria fica aberta e dá pra fazer fotos bem conceituais tipo essa daí, HAHAHA!


De uma certa forma, o prédio me dava uma sensação de estar num set de filme. Parecia um daqueles internatos, ou prédios europeus, sei lá. Tinha uma clima, tinha um clima sim.


A exposição já começa do lado de fora: no jardim temos algumas réplicas, em bronze, de esculturas do Aleijadinho - são esculturas de figuras religiosas, profetas, essas coisas.


Por dentro há muitas, muitas imagens, nos mais diversos materiais e estados de conservação. Foi interessante visitar com minha avó, porque ela conhecia grande parte e foi me contando histórias, orações e outras coisas.


Uma coisa muito interessante é a disposição das imagens. A exposição não é uma simples exibição das peças - há todo um cuidado em montar as salas e ambientes pra dar algum sentido na arte. Aí vocês veem uma parede com várias esculturas de anjos suspensas - como se eles estivessem voando mesmo!


A arte é absolutamente maravilhosa. Tem muito dourado em muita coisa, o que me traz uma sensação de maravilhosidade e de valor. A grande maioria é muito detalhada, e me levou diretamente pra todas as aulas de literatura e história nas quais discutimos a igreja católica (e a sua riqueza, porque, né?)


Todas as imagens parecem confeccionadas, cuidadas e restauradas com muito cuidado. Eu me peguei imaginando quanto tempo cada artista levou pra criar uma peça dessas - tem muito detalhe, muita coisa pequena, muita dedicação em cada artigo do museu. Embora eu não tenha selecionado (ou fotografado), algumas imagens eram meio, hm, assustadoras - principalmente as imagens de Jesus. Quanto sofrimento retratado em arte, socorro!


Outra coisa muuuuito legal eram os utensílios. Havia uma sala fechada (com segurança e tudo) que mostrava vários utensílios usados em missas, pelos padres, bentos e demais autoridades da igreja católica. É uma ostentação sem tamanho, que chega a revoltar um pouco quando a gente se pergunta como a igreja conseguiu recursos monetários pra fazer tudo isso.


Apesar disso, continua muito bonito de ver. Minha avó ficou especialmente admirada pelas jóias - os terços, colares, anéis e demais acessórios que os religiosos do "alto escalão" costumam usar.


Pessoalmente, nessa parte da exposição, eu gostei mais dos utensílios que costumo ver em missas. Eram muito detalhados, polidos e bem-cuidados, e mais do que o valor histórico em si (e o valor monetário, obviamente), eu fiquei imaginando os artesãos que elaboraram essas peças. Era tudo muito lindo e delicado, mas ainda assim suntuoso.


Alguns artigos vieram de outros países, também. Aí vocês veem uma pequena coleção que veio lá dos lados da Europa (embora eu muito esperta não me lembre agora do país). Esses artigos eram usados em casamentos - com exceção dessa peça oval. Aliás, isso é um ovo de avestruz!


Outra coisa que achei muito interessante é que haviam móveis na exposição! Tem muitas peças de mobília, com os mais diversos fins, épocas e estados de conservação. Algumas são tão detalhadas que fica difícil acreditar que são feitas por mãos humanas, sério mesmo!


Essa peça, acredito eu, deve ter servido pra apoiar uma bíblia (embora ela seja grande. Não sei se existem bíblias desse tamanho). Me lembra um pouco um púlpito de qualquer maneira.


Dentro do prédio, há uma sala com a construção original. A gente pode entrar, fotografar e tudo o mais. Confesso que embora tenha achado incrível pelo valor histórico, fiquei morrendo de medo - o negócio é muito velho e parece que vai desabar na nossa cabeça. As paredes são feitas de barro, se não me engano, e o piso é de paralelepípedos. Na foto dá pra ver que não dá pra entrar mais a fundo, mas eu dei uma olhadinha pela porta e me deu uma sensação péssima, de calabouço, ou de algo que olhos humanos não deveriam ver.
Deu medinho sim.
O Presépio Napolitano

Sem dúvida a melhor peça do museu. Quando saímos da exposição, fui pegar minha bolsa no guarda-volumes e um funcionário me disse que do lado de fora, num prédinho ao fundo, tinha a exposição do presépio. Achei que eram aqueles presépios de natal, mas resolvi ir ver de qualquer forma. Estava redondamente enganada, caros leitores.
O Presépio Napolitano é meio que uma peça enorme, que ocupa toda a sala. É quase como brincar com aqueles bloquinhos de engenheiro - são várias peças que juntas criam uma imagem. A imagem em questão é uma cidade inteira, com pessoas, objetos, cenas - quase como se alguém tivesse congelado a cidade, diminuído ela e exposto no museu.


Segundo o site do museu, o "[...] conjunto de 1.600 peças italianas do século XVIII propicia uma verdadeira viagem no tempo e no espaço. Além da tradicional cena da natividade de Jesus de Nazaré, as peças representam diversos profissionais urbanos (como ferreiro, sapateiro, barbeiro, verdureiro, entre outros), pastores, homens do campo, além de objetos, utensílios e móveis, em uma cenografia que ocupa 110 m²". É, é bem grande.


O presépio foi adquirido por Francisco Matarazzo Sobrinho "[...] na Itália, em 1949. O conjunto de 1.600 peças, confeccionadas em Nápoles no século XVIII, remontavam uma vila napolitana setecentista. Entre obras de artesãos anônimos, peças de artistas eruditos, conhecidos como figurinai, como Francesco Cappiello, Francesco Ingaldi, Giuseppe Gallo, Lorenzo Mosca, Matteo Bottigliero, Nicolla Somma, demonstram alto nível técnico".


O nível de detalhamento das peças é assombroso. Acho que dá pra ficar horas e horas olhando e continuar se surpreendendo. Cada item é retratado, e mesmo dentro dos prédios e casa há pessoas, móveis e utensílios domésticos. É quase uma fotografia em alto-relevo, e é difícil de acreditar que foi feito por mãos humanas (assim como muita coisa no museu). Tudo é muito perfeito, delicado e realista - eu quase tenho a sensação de ver toda uma vida acontecendo, mas congelada eternamente num único momento. Cada personagem está fazendo algo, tem uma série de coisas acontecendo - e é fantástico, não tem outra palavra pra descrever.


Eu quase tenho vontade de dizer que a visita ao Museu de Arte Sacra vale a pena só pelo Presépio Napolitano, embora todas as obras sejam fantásticas e um verdadeiro presente aos olhos. Independente de religião, é um lugar que vale a pena visitar, pelo valor histórico e artístico também.


Por fim, eu espero que tenha gostado do post e que as imagens os convençam a visitar o Museu! Acho que a visita inteira durou cerca de 1h30, 2h no máximo - considerando que minha avó não ficava muito tempo entre uma obra e outra e eu parava um pouco pra olhar e fotografar. Acho que pra um observador mais minucioso, dá pra ocupar uma tarde inteira com isso. De qualquer maneira, é uma verdadeira viagem no tempo e um presente aos olhos de tão lindo - e poxa, por R$ 6,00 vale muito a pena!
Fica aqui, então, o primeiro post fotográfico legítimo desse blog, com mais de 20 fotos - acho que eu mereço algum tipo de prêmio, algum oscar da blogosfera. E saibam que eu descartei muita coisa pra ficar em 20 imagens, heim? u_û Enfim, espero que tenham gostado - beijos a todos e até a próxima!

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By Shana • domingo, 24 de setembro de 2017 • 9 ComentáriosLink to this post


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